The Special Chance

Foto: tottenhamhotspur.com

Depois de um ano exilado dos bancos, José Mourinho está de volta. O Tottenham agiu rápido e já anunciou o substituto do demitido Pochettino. Exilado, modéstia à parte, é um bom termo para a situação. Mourinho não parou por onze meses por uma escolha pessoal. Parou porque não foi bem nos últimos anos e o mercado europeu é quase implacável na busca por excelência.

Em retrospectiva, o seu último trabalho superlativo foi na Internazionale. Desde então, em nove anos, teve uma boa temporada no Real Madrid e outra no Chelsea. No United, sua última aventura, três annus horribilis.

As perspectivas

Individualmente, o plantel dos Spurs até se encaixa com o estilo do comandante português. Ndombelé é um volante posicional, alto, forte e de bom passe. Pode remeter ao que fazia Matic no United. Son e Lucas são as flechas pelos lados para uma transição ofensiva rápida e objetiva. Eriksen deve jogar mais centralizado e ser o cara do último passe. Sissoko pode ser o segundo homem de meio com mais pulmão do que técnica, emulando Khedira no Real Madrid.

Coletivamente, no entanto, é de se esperar uma ruptura no modelo de jogo do time nos últimos cinco anos. É difícil imaginar uma equipe de Mourinho sendo ofensiva, com posse de bola e muita movimentação.

Oportunidade nova, vida nova?

Não quero ser muito determinista em relação ao que Mourinho pode apresentar. Talvez, quem sabe, ele tenha assimilado a mensagem implícita nestes onze meses de geladeira. Ele precisa mudar. Introduzir novas ideias, principalmente no momento ofensivo. 

Não vai mexer na essência. Em linhas gerais, foco na defesa, transição ofensiva relâmpago e resultado puro e duro como prioridade. Mas precisa de novos métodos para que a base de seu pensamento possa voltar a ser efetiva.

A chance que José Mourinho agora recebe é tão especial quanto ele foi um dia. E, se não der resultado, provavelmente será sua última oportunidade na elite do futebol europeu.

A ver se o outrora Special One reencontrará seus melhores dias ou se continuará seu processo de “Luxemburguização”, ignorando qualquer sopro da evolução constante desse organismo vivo chamado futebol.

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