Queda Livre

Foto: tottenhamhotspur.com

Há seis meses, Mauricio Pochettino alcançou o maior jogo de futebol que existe. A final da Champions League. Foi também o jogo mais importante da história do Tottenham. Perdeu.  Pouco depois confessou que, se tivesse vencido, deixaria o clube logo após o título. Não haveria como fazer melhor dentro do contexto dos Spurs. Falta elenco para brigar pelo título inglês. Champions não é terreno para certezas. Então a saída era natural.

Uma sombra de si mesmo

A derrota mudou seus planos. Não quis abandonar o time. Mas, como imaginava, a intensidade caiu, a equipe não manteve o pique. Eriksen, por exemplo, não pensa em renovar e parece desinteressado. Assim, Pochettino “perdeu” um dos pilares de seu virtuoso ciclo à frente do Tottenham.
Na atual temporada, são apenas 14 pontos — e só três vitórias — em 12 jogos na Premier League, o que rende uma 14ª colocação. Só não sofreu gols em um jogo do campeonato nacional. É o pior nesta estatística, empatado com o Norwich. Na Champions, está em segundo no seu grupo, mas a campanha inclui uma acachapante goleada sofrida (2×7) contra o Bayern de Kovac em plena Londres. E aquele Bayern nem era dos melhores, tanto que o treinador croata já foi enxotado de lá.

O desbravador

Ao mesmo tempo, é bom ter memória. Mesmo sem conquistar títulos nestes cinco anos, Pochettino fez um baita trabalho e mudou o Tottenham de patamar. Esteve no top-4 em todas as últimas quatro edições da PL. Em relação ao rival Arsenal, historicamente mais bem-sucedido, foi protagonista na maior parte de seu período no comando. Conseguiu findar com um jejum de 20 anos sem terminar à frente dos Gunners no Inglês, superando-os nas últimas três campanhas. E, como dito anteriormente, conduziu o clube ao maior jogo de sua história. Pochettino não levantou troféus, mas será lembrado como o homem que subiu os primeiros degraus para que o clube alcance as glórias no futuro.

P.S.: Enquanto isso, em Manchester, Solskjaer passou a sentir fortes calafrios já no minuto seguinte à demissão de Pochettino. Em Madrid, Zidane faria bem em se cuidar.

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