É o cara certo, mas é a hora certa?

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Muito se fala na volta de Jadon Sancho para Manchester, por mais que seja para o meia vestir outras cores – desta vez a tradicional vermelha e preta – para juntar-se a um United garantido na próxima edição da Champions League e que se encorpou neste momento final de temporada sob o comando de Ole, cada vez mais concretizado no clube.

Tendo budget limitado para qualquer contratação nesta janela de verão, como a grandíssima maioria dos clubes europeus – por conta da pandemia de Covid 19 – seria o nome de Sancho o melhor dos cenários para uma temporada que pode ser ainda mais promissora para os Devils?

Fato é que, não seria, nem de longe, uma contratação para suprir uma lacuna de necessidade grande neste momento para o United. A posição de meia-atacante, mesmo que seja uma das várias cumpridas por Sancho no setor de ataque, não vem sendo a maior carência da equipe neste momento, principalmente com a consolidação de Greenwood naquela linha do campo e a chegada crucial de Bruno Fernandes para uma posição atrás.

Atualmente, as maiores indefinições no time inglês estão no setor defensivo. O Manchester necessita, pra ontem, de peças à altura do tamanho da instituição para comporem uma zaga que têm, hoje, apenas Maguire e Wan-Bissaka como titulares indiscutíveis. A alternância entre Shaw, Williams e Fosu-Mensah na lateral-esquerda é uma situação bem longe de ser agradável para quem acompanha o time. Entre os centrais, Lindelof e Bailly são dois jogadores de nível bem similar – ainda que com características bem diferentes – mas que também não se garantiriam como titulares na presença de um nome mais forte e consolidado de mercado na mesma posição. Eu ainda diria que a posição de centroavante, por mais que hoje seja servida por Martial, Rashford e até Greenwood, que também pode fazer a posição com qualidade, ainda é mais necessária que a contratação de um “camisa sete ou onze”, como é o caso de Sancho.

Agora falando especificamente do jogador inglês, é óbvio que ali não falta nenhuma qualidade. É claro que ele agregaria bastante fazendo tanto os lados do campo quanto jogando centralizado, como um dez. O potencial dele extrapola suas características dentro de campo: Sancho já superou Messi e Cristiano Ronaldo quando eles tinham a mesma idade que o meia inglês tem hoje – 20 anos recém-completados. Isso tudo o deixa ainda na posição de jogador mais valioso da Bundesliga. E não para por aí, já que, seguindo a comparação com CR7 e Messi, o atacante do BVB tem mais que o dobro do número de gols e assistências que os mesmos tinham na faixa etária em questão, ainda que Sancho tenha quase 40% de jogos a mais que eles tinham naquele momento.

Ainda assim, a questão por aqui é avaliar se vale ou não todo o esforço e viabilidade financeira para jogar em uma só peça como Sancho. Jadon não é uma peça qualquer, muito pelo contrário, mas não diria que é a peça para o momento atual, não para mim, mas…

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