Em(prestáveis)

Arte: 11 Iniciais

Que certamente os verões são bastante agitados para os clubes europeus, isso nunca fica aquém nesse período do ano, mas essa janela teve uma peculiaridade quase inédita devido a certas circunstâncias que explicarei neste texto. Mesmo tendo sido mais uma janela trilhardária – já que superou a casa dos cinco bilhões de libras esterlinas em movimentações apenas na Europa, um dos grandes destaques da mesma  foram as várias e marcantes contratações temporárias.

Mas por que os empréstimos foram uma saída (e tanto) até para alguns gigantes europeus? Eis que essa pergunta tem uma resposta mais aparente que o que se pode pensar. Assim que um jogador de alto nível cai de produção e perde uma parcial de seu valor de mercado, a opção natural do clube acaba sendo negociá-lo, visando não sair muito no prejuízo. O que virou uma prática moderna e cravou-se como uma tendência europeia nesta janela de verão foi um hábito adotado há poucos anos entre os grandes clubes, que é o empréstimo pago e geralmente acompanhado de uma cláusula fixa para a compra do jogador no fim da temporada. Desta forma nenhuma das partes sai apenas no prejuízo com a liberação de jogadores com valores de mercado altíssimo sem receber nada em troca. Grande porcentagem das negociações dessa janela tiveram esse caráter, o que possibilitou que os renomados Coutinho e Icardi, por exemplo, cujos valores de mercado extrapolam a casa dos 90 e 80 milhões de euros, respectivamente, deixassem seus clubes.

Essa usabilidade dos empréstimos possibilita que jogadores de valores astronômicos não sejam deixados de lado em seus clubes por uma falta (mais que normal) de compradores para 100% de seus passes. Um dos maiores bônus para os clubes receptores dos loanees é justamente a possibilidade de ficar com o jogador depois do fim da temporada.

Dentre os grandes clubes, a Roma, por exemplo, teve a janela mais cheia entre aqueles que mais tiveram empréstimos interessantes. Dentre os nomes mais conhecidos, o clube contratou, por apenas uma temporada – Smalling, Mkhitaryan, Kalinic e Veretout – todos recentes “refugos” em seus últimos clubes.

O Bayern protagonizou um dos maiores feitos da história do futebol, que foi contratar Philippe Coutinho e desembolsar 8,5 milhões de euros para contar com o ex-jogador do Barcelona por uma temporada completa. Daqui a um ano, ainda assim, o time alemão poderá contratar o jogador em definitivo se pagar os 120 milhões de euros propostos pelos catalães. 

A Internazionale, mesmo que apenas no Deadline Day italiano, também foi lá e liberou o Icardi para o PSG. O contrato foi nos mesmos parâmetros do que foi feito para o brasileiro Coutinho transferir-se para o Bayern.

Além dos dois que claramente foram os grandes destaques da janela de verão entre os loanees, Rebic é também um nome bem interessante a ter se envolvido em uma troca com o atacante André Silva. No caso, o croata passará duas temporadas no clube italiano, enquanto o atacante português ficará o mesmo período no Frankfurt. 

Entre os empréstimos mais randômicos, meu destaque vai para o bom volante Lemina, que já figurou na Juve e hoje estava no Southampton, onde não se adaptou e foi para o Galatasaray por uma temporada.

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