Diário de torcedor: AeroFla

Divulgação/Instagram @flamengo

Só à noite, sozinho no meu quarto, deixei descerem as lágrimas de emoção pelo que a torcida do Flamengo fez nesta quarta-feira. Para evitar o mordaz “você é tão exagerado” e qualquer outra sorte de impropérios.

O futebol é tantas coisas que é impossível entender tudo que ele é. O começo e o final são e não são assinalados pelo sopro de um juiz. Porque é um jogo, mas é muito mais do que apenas um jogo. De partida, vale dizer que a partida é só uma parte de uma viagem só de ida por essa paixão chamada futebol.

Peregrinação de amor

Divulgação/Instagram @flamengo

É como fenômeno social que o futebol encontra uma de suas maiores expressões. Na sua capacidade de construir e até consertar relações entre pessoas. De oferecer amores incondicionais pelos quais vale sofrer e celebrar, chorar de tristeza e de alegria, viver, enfim.

O que vimos nesta quarta-feira não foi a comemoração de um título. Foi uma peregrinação de amor. Ninguém sabe o que vai acontecer no sábado, mas a questão não é essa. A questão é viver um momento tremendamente especial como se não houvesse amanhã.

Já valeu

Divulgação/Instagram @flamengo

Ganhando ou perdendo, a final da Libertadores já valeu pelo que a torcida do Flamengo fez nesta quarta-feira. Ganhando ou perdendo, tudo indica que o Fla será ainda mais forte em 2020. Ganhando ou perdendo, esse time seguirá reverenciado pelo futebol idílico que joga.

Mas, jogadores, esmerem-se até além do limite por essa taça. Corram pelos 40 milhões que, a pé ou em espírito, atravessaram 50 km e pararam uma cidade inteira só para lhes apoiar.

“E agora seu povo pede o mundo de novo”.

Leave a comment

Your email address will not be published.


*